Abandono?

O fim melancólico de Sarto nas urnas: de prefeito de Fortaleza para pouco mais de 24 mil votos para deputado federal

José Sarto Nogueira experimentou em 2026 o lado mais cruel da política, o esquecimento. Dono de uma carreira que por quase 40 anos foi sinônimo de mandatos e vitórias, o ex-prefeito de Fortaleza saiu das urnas com pouco mais de 24 mil votos para deputado federal pelo PSDB e ficou fora da Câmara. É pouco, muito pouco para quem até um ano e meio atrás comandava a quarta capital do país.

A queda não começou agora. Eleito em 2020 no segundo turno contra Capitão Wagner, Sarto governou Fortaleza de 2021 a 2025 e foi rejeitado na tentativa de reeleição, derrotado ainda no primeiro turno, algo raro para um prefeito no exercício do cargo e que detinha a máquina na mão. Tentou vender a imagem do gestor técnico, mas não colou, o eleitorado deu as costas.

Agora, um ano e meio depois, apostou no PSDB para ressurgir como deputado federal e amargou o segundo fracasso seguido, um vexame eleitoral que escancara que o capital político acumulado em sete mandatos de deputado estadual, duas presidências da Câmara Municipal em 1988 e 1992, e a presidência da Assembleia entre 2019 e 2020, se esvaiu.

Sarto, que já vestiu as camisas do PDC, PMDB, PSB, PROS, PDT e agora PSDB, personifica o político que teve tudo e perdeu o vínculo com a base. Sai da política não como o gestor que prometeu transformar Fortaleza, mas como o símbolo de uma trajetória de sucesso que terminou no ostracismo imposto pelo próprio eleitor.

Resultado do TRE

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