A TV Globo cancelou o debate entre candidatos à Presidência da República que estava marcado para a noite desta quinta-feira (1º/10), o último antes do primeiro turno.
Segundo a emissora, o cancelamento ocorreu após o recebimento de duas intimações judiciais momentos antes do encontro.
Em nota, a Globo afirmou que “sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa tem de organizar os debates eleitorais”.
As duas decisões
A primeira intimação veio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ministra Estela Aranha atendeu a um pedido da coligação do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e proibiu a emissora de manter no cenário o púlpito vazio com placa de identificação do candidato ausente, como previa a ata assinada por todos os partidos. A decisão também vetou a rodada em que candidatos presentes poderiam formular em 30 segundos a pergunta que fariam ao ausente.
A segunda intimação foi do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele determinou a inclusão no debate de Renan Santos, do partido Missão, a partir de um pedido do partido Solidariedade. Pela legislação eleitoral, o convite obrigatório vale para legendas com mínimo de cinco parlamentares no Congresso.
O presidente Lula já havia informado que não participaria e que iria ao podcast Flow no mesmo horário. O candidato Flávio Bolsonaro (PL) anunciou desistência na noite desta quinta-feira, alegando “censura” imposta pelo TSE.
O debate estava marcado para 21h30, após o Jornal Nacional.









