Ostentação

Carnaval de Aracati: Prefeitura é alvo de críticas ao anunciar cachê de R$ 1,5 milhão para Léo Santana

Conhecida como o “maior carnaval de praia do Ceará”, a cidade de Aracati está no centro de uma tempestade política e social. O motivo é o contrato de R$ 1,5 milhão firmado com o cantor baiano Léo Santana para uma apresentação na segunda-feira de Carnaval (16 de fevereiro).
A polêmica ganhou força após a divulgação do valor no Portal da Transparência, revelando que o “Gigante” receberá uma quantia significativamente superior a cachês pagos em outras épocas do ano. Para se ter uma ideia, em julho de 2025, o artista se apresentou no Crato por R$ 600 mil — menos da metade do valor atual.
O caso dividiu a cidade de 79 mil habitantes entre os que defendem o evento como motor econômico e os que veem um descaso com as contas públicas.
Moradores e grupos de oposição apontam que o montante poderia ser revertido para áreas críticas. Relatos de infraestrutura precária em escolas municipais e falta de insumos em postos de saúde têm sido usados como contra-argumento ao investimento vultoso na festa.
A Prefeitura de Aracati, sob o comando da prefeita Roberta, argumenta que o Carnaval é uma estratégia de desenvolvimento. A projeção para 2026 é de um impacto econômico superior a R$ 340 milhões, com a expectativa de atrair 400 mil turistas, beneficiando diretamente hotéis, restaurantes e vendedores ambulantes.
Uma Grade “Ostentação”
Além de Léo Santana, a programação de 2026 conta com outros nomes de peso nacional, como Daniela Mercury, Melody, Vintage Culture e Matheus Fernandes, o que sugere um investimento total na casa dos milhões de reais apenas em atrações artísticas.
Até o momento, órgãos de controle como o Ministério Público não suspenderam o contrato, mas a pressão nas redes sociais continua crescendo, reacendendo o debate nacional sobre o limite dos gastos municipais com entretenimento.

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