O cenário político cearense foi sacudido por uma movimentação institucional que visa apurar uma das mais obscuras conexões do crime internacional. O deputado estadual Felipe Mota (União) oficializou o pedido de abertura de uma CPI do Tráfico Humano na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece). O foco central é investigar o suposto envio de menores do litoral leste cearense para os Estados Unidos, vinculados à rede de exploração sexual de Jeffrey Epstein.
A investigação parlamentar pretende mapear o paradeiro de jovens desaparecidos nas últimas décadas nas regiões de Beberibe e Aracati. Relatos apontam para um esquema de aliciamento que se aproveitava da vulnerabilidade social para enviar vítimas a sessões de perversão sexual e outros crimes hediondos no exterior.
A ofensiva não se limita ao âmbito estadual. O deputado federal Danilo Forte (União) está à frente da coordenação em Brasília, buscando integrar forças federais e diplomáticas.
“Precisamos saber o destino dessas crianças. Não descansaremos enquanto não tivermos as respostas que o povo cearense exige sobre esses supostos crimes de barbárie”, afirmou Felipe Mota ao justificar a CPI.
O caso Jeffrey Epstein, bilionário americano condenado por tráfico sexual, deixou uma rede de mistérios que agora respinga no Ceará. As denúncias de canibalismo e rituais de perversão, embora exijam provas técnicas robustas para serem confirmadas juridicamente, sustentam o clamor público pela investigação.
denúncia de canibalismo é uma das vertentes mais extremas das teorias envolvendo a rede de Epstein. Até o momento, as investigações oficiais nos EUA focaram em tráfico sexual e conspiração. A CPI na Alece terá o desafio de separar os fatos comprovados das suspeitas locais.









