O deputado estadual Felipe Mota (União Brasil) protocolou, nesta terça-feira (24), na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), o pedido oficial para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar redes de tráfico humano e exploração sexual no Estado.
O foco central da investigação é apurar possíveis ramificações do caso envolvendo o falecido empresário norte-americano Jeffrey Epstein em solo cearense. Segundo o parlamentar, há suspeitas de que crianças e adolescentes do Ceará tenham sido alvos de aliciamento e tráfico internacional.
A CPI pretende atuar em sintonia com a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF), órgãos que já monitoram conexões do esquema no Nordeste — especificamente no Ceará e Rio Grande do Norte — além de estados como Rio de Janeiro e São Paulo.
Mota destacou que polos turísticos como Cumbuco e Canoa Quebrada exigem atenção especial por serem áreas historicamente vulneráveis.
“O foco não é o turismo sexual em si, mas o tráfico humano associado à vulnerabilidade social e às promessas enganosas de oportunidades no exterior”, pontuou o deputado.
Mesmo sendo um parlamentar de oposição, Felipe Mota conseguiu reunir 16 assinaturas para o requerimento, incluindo nomes da base governista. A viabilidade da comissão foi discutida previamente com o presidente da Alece, Romeu Aldigueri (PSB).









