Paternidade

Vereadores da base do prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, partem para briga por obra

A divergência sobre quem seria o responsável por articular as melhorias junto à Prefeitura rapidamente saiu do campo diplomático

O clima político em Fortaleza subiu de temperatura de forma física na tarde desta quarta-feira (12). O que deveria ser uma visita para acompanhar demandas comunitárias na Rua Planaltina, no bairro Planalto Airton Senna, transformou-se em uma cena de empurrões, ameaças e trocas de acusações entre dois aliados do prefeito Evandro Leitão: os vereadores Irmão Léo (PP) e Chiquinho dos Carneiros (PRD).

Segundo relatos de testemunhas colhidos no local, a discussão começou em torno da execução de obras e demandas da comunidade. A divergência sobre quem seria o responsável por articular as melhorias junto à Prefeitura rapidamente saiu do campo diplomático.
Imagens registradas por moradores e que já circulam nas redes sociais mostram o momento em que os parlamentares, cercados por cabos eleitorais e apoiadores, discutem de forma exaltada. O vídeo registra o instante em que a barreira do diálogo é rompida, dando lugar a confrontos físicos e intimidações mútuas.

Logo após o incidente, o vereador Irmão Léo utilizou seus canais oficiais para publicar uma nota de repúdio. No texto, o parlamentar afirma que a situação escalou para a violência física, atingindo não apenas ele, mas também uma moradora da região.

“Estávamos lutando por algo que é um direito da nossa comunidade. Mesmo assim, fomos agredidos — eu, vereador Irmão Léo, e a dona Dioney — pela equipe do vereador Chiquinho dos Carneiros. É revoltante ver que, em vez de respeito e dignidade, tentam nos intimidar”, declarou Irmão Léo na nota.

Até o momento desta publicação, o vereador Chiquinho dos Carneiros não emitiu nenhum posicionamento oficial sobre as acusações de agressão ou sobre o envolvimento de sua equipe no tumulto.
O episódio gera um desconforto imediato na base governista na Câmara Municipal. A disputa pela “paternidade” de obras públicas é um problema crônico na política local, mas a degeneração do debate para a agressão física pode levar o caso ao Conselho de Ética da Casa, caso haja representação formal por quebra de decoro parlamentar.

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