Eleições 2026

Cid Gomes acredita que Elmano vença a eleição no primeiro turno

Em entrevista concedida ao podcast Café com Verdade, do Grupo Cidade de Comunicação, o senador Cid Gomes (PSB) declarou acreditar que o governador Elmano de Freitas (PT) tem amplas condições de vencer as eleições estaduais no primeiro turno. A avaliação inclui um prognóstico direto sobre a candidatura de seu irmão, Ciro Gomes (PSDB), cujas chances de vitória foram minimizadas pelo parlamentar. 
Na leitura de Cid Gomes, o cenário político atual favorece a continuidade do projeto governista devido à expansão da rede de apoios políticos obtida por Elmano ao longo do mandato, em comparação ao pleito de 2022.

Para fundamentar sua tese, o senador ressaltou que a disputa de 2022 ocorreu em um contexto no qual Elmano era uma figura com menor projeção estadual e enfrentava duas candidaturas consolidadas da oposição: a do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e a do ex-deputado Capitão Wagner.
Cid destacou a migração de lideranças municipais estratégicas que, no pleito anterior, estiveram do lado oposto:
Figuras de relevância regional, como os deputados Sérgio Aguiar (em Camocim) e Guilherme Landim (em Brejo Santo) — que apoiaram Roberto Cláudio em 2022 —, hoje integram a base de sustentação do governo PT-PSB.
De acordo com o senador, a maior parcela do PDT cearense migrou para a coalizão governista.
Apoio Pessoal e de Lideranças: Cid lembrou que, ao contrário do pleito passado, quando não engajou na campanha de Elmano, agora atua diretamente na aliança, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Educação, Camilo Santana.
“O Elmano ganhou apoios nesses três anos e meio […] O grosso do PDT, que apoiou a candidatura do Roberto Cláudio, hoje apoia a candidatura do Elmano. Então eu acho que a probabilidade de uma eleição no primeiro turno do Elmano, nessa, é maior do que na outra”, disse Cid.

Ao analisar a oposição, Cid Gomes argumentou que o agrupamento em torno do nome de Ciro Gomes absorveu majoritariamente o eleitorado e a estrutura que já pertenciam ao Capitão Wagner.
Em sua avaliação, o eleitorado que antes apoiava Roberto Cláudio dividiu-se, tendo a maior fatia migrado para a base aliada do Palácio da Abolição. Cid acrescentou ainda que outras candidaturas oposicionistas, como a do senador Eduardo Girão, tendem a atingir um percentual de votos inferior ao registrado por Roberto Cláudio na última eleição majoritária, o que favoreceria a definição do pleito sem a necessidade de segundo turno.

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