O combate ao crime organizado tem provocado reação de facções à campanha eleitoral de Ciro Gomes e ameaça as eleições no Ceará. Um dia depois de prestar depoimento sobre cobrança de pedágio eleitoral por parte de facções em Sobral, o crime reagiu com ameaças explícitas em Itapipoca, proibindo a campanha do candidato no município.
Após prestar depoimento como testemunha ao Ministério Público Eleitoral (MPE) sobre a atuação de facções na política, o candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), virou alvo de coação direta. Pichações assinadas por facção criminosa surgiram em Itapipoca proibindo expressamente a realização de atos de campanha e o uso de material do político na região.
As pichações acenderam o alerta das autoridades e ocorrem logo após a ida do candidato à sede do MP Eleitoral, em Fortaleza, na última segunda-feira. Na oitiva, Ciro prestou esclarecimentos no âmbito de investigações que apuram a prática do “pedágio eleitoral” — esquema em que grupos armados extorquem candidatos, coagem eleitores e delimitam regiões onde a propaganda política é autorizada ou banida. Em 2024, durante as eleições municipais, ele já havia denunciado cobrança de “pedágio” para realização de campanha em bairros de Sobral.
O depoimento teve como base informações sobre a pressão do crime organizado no município, em consonância com desdobramentos de operações da Polícia Federal no estado. Entre os crimes investigados estão coação e extorsão eleitoral, impedimento de propaganda e infiltração política.
Durante o depoimento, o candidato entregou relatos às autoridades e cobrou medidas para conter o avanço do crime no pleito.
A campanha de Ciro Gomes informou que irá formalizar denúncia perante o Centro de Apoio Operacional Eleitoral do Ministério Público do Estado do Ceará para que sejam tomadas providências contra a interferência de facções criminosas em Itapipoca.









