Polêmica

Políticos de direita criticam desfile em homenagem a Lula

O episódio reafirma o Carnaval de 2026 como um termômetro da polarização brasileira, onde a fronteira entre a sátira carnavalesca e a ofensa política volta a ser discutida pela sociedade

A Acadêmicos de Niterói, estreante no Grupo Especial do Rio, tornou-se o epicentro de uma intensa polarização política neste Carnaval. Com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a escola homenageou o atual presidente, mas foi a Ala 22 que incendiou as redes sociais.
Batizada de “Neoconservadores em Conserva”, a ala apresentou foliões dentro de latas que estampavam a “família tradicional” (pai, mãe e dois filhos). Segundo a agremiação, o objetivo era satirizar setores que se opõem às pautas do governo, como o agronegócio e grupos religiosos.
A escolha do número 22 para a ala foi vista como uma referência direta ao número de urna do Partido Liberal (PL).
A escola incluiu representações de evangélicos e defensores da ditadura militar dentro das “latas”, o que gerou forte reação de líderes conservadores.
Políticos da oposição questionam o uso de verba pública para o que classificam como “propaganda antecipada” para o pleito de 2026.
A resposta da direita foi imediata. Nomes como Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira criticaram o desfile, afirmando que a escola “ridicularizou a família e a fé”. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, anunciou que acionará a Justiça por preconceito religioso, enquanto o PL estuda medidas no TSE.
Por outro lado, defensores da escola e juristas alegam que o Carnaval é, historicamente, um território de liberdade artística e sátira política, protegido pela Constituição.

A escolha estética da escola gerou uma imediata mobilização da direita nas redes sociais, que acusa a agremiação de ridicularizar valores de parte da população. Por outro lado, defensores do enredo afirmam que o Carnaval sempre foi espaço para a sátira ácida e o protesto político.

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