A orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, recebeu neste sábado (24) o ato de encerramento da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado. De acordo com balanço do Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio), cerca de 1,1 milhão de pessoas participaram da mobilização, realizada na véspera do segundo turno.
A concentração teve início às 9h, na altura do Posto 5. O candidato chegou às 11h15 ao lado da primeira-dama, Janja da Silva, da deputada federal Benedita da Silva, do prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, do ex-prefeito Eduardo Paes e do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.
Com faixas, bandeiras e camisas vermelhas, os apoiadores tomaram a Avenida Atlântica, o calçadão e trechos da areia. A extensão da multidão fez com que o ato fosse comparado a um megabloco de Carnaval.
Lula fez o percurso em cima de um carro de som, cumprimentando o público. Houve uma breve interrupção quando um dos pneus do veículo furou, o que obrigou a troca de carro. O trajeto durou pouco mais de uma hora e terminou por volta das 14h, quando as pistas começaram a ser liberadas.
Antes de subir no carro, Lula afirmou estar confiante na vitória e criticou o adversário Flávio Bolsonaro (PL), chamando-o de desonesto. Voltou a citar o caso da menina Ana Clara, de 5 anos, morta em Niterói, e disse que Flávio, que foi advogado do policial acusado pela morte, errou ao trocar o nome da mãe, Cristiane, pelo da criança no debate da Globo na sexta (23).
Em seu discurso, o presidente pediu aos apoiadores que ofereçam carona solidária no dia da votação e fez um apelo direto ao eleitorado feminino. Também acusou Flávio de planejar entregar riquezas do país aos Estados Unidos.
Com temperatura alta na capital fluminense, houve casos de mal-estar por causa do calor. Equipes distribuíram água e montaram pontos de hidratação, e algumas pessoas precisaram ser retiradas de maca.
Depois do Rio, Lula embarca para São Paulo para o último ato de campanha na Avenida Paulista, em frente ao Masp.









