(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Pancs

Conheça as PANCS: Plantas Alimentícias Não Convencionais

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) estima que o número de plantas consumidas pelo homem caiu de 10 mil para 170 nos últimos cem anos

Por Camylla Evellyn

As Plantas Alimentícias Não Convencionais (Pancs) são ervas ou plantas espontâneas bem nutritivas que crescem sem muito cuidado e em grande quantidade. Seu cultivo em geral é feito por agricultores familiares para consumo próprio, pois muitas pessoas não conhecem suas funções alimentares.

Extremamente saborosas, as Pancs podem ser consumidas na sua forma direta, como fruto ou verdura, ou indireta, como amido, fécula e óleo. Entre elas, é possível destacar as seguintes: mastruço, azedinha, ora-pro-nóbis, peixinho, beldroega, capuchinha, trevo, língua-de-vaca, amor-perfeito, caruru, samambaia, dente-de-leão ou tanchagem.

Apesar de sua diversidade, esses vegetais foram substituídos por couve, rúcula e alface.

Mudança no consumo

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) estima que o número de plantas consumidas pelo homem caiu de 10 mil para 170 nos últimos cem anos. Essas plantas foram eliminadas do cardápio devido à pouca diversidade da agricultura convencional e ao afastamento do homem em relação à natureza e à produção de seus alimentos.

No Brasil, a utilização dessas plantas voltou à tona em 2014 com a publicação do livro ‘Plantas Alimentícias Não Convencionais (Panc)’. Os autores da obra, Valdely Kinupp e Harri Lorenzi, catalogaram 351 espécies consumidas no passado ou em alguma região do país e do mundo, com receitas e imagens para facilitar sua identificação.

Onde encontrá-la?

As Pancs podem estar no quintal, em terrenos baldios e até nas calçadas da cidade. Muitas delas têm mais nutrientes (como o ferro) do que as plantas convencionais, além de serem orgânicas em sua maioria.

O que é uma planta comestível pouca difundida em um lugar, pode ser habitual em outro, como aconteceu com a rúcula. Por muito tempo consolidada como erva daninha, hoje é uma das componentes mais comuns em uma salada básica.

As informações foram retiradas do livro Bela Cozinha – Ingredientes do Brasil, de autoria da nutricionista e chefe de cozinha natural, Bela Gil.

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