O deputado federal Luciano Alves (PSD-PR) é o centro de uma investigação policial após uma confusão generalizada ocorrida na noite de quarta-feira (25), no Pontão do Lago Sul. O episódio, que mobilizou a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) por volta das 23h30, envolve denúncias de agressão física e insultos misóginos contra uma mulher.
Segundo informações registradas na ocorrência, o conflito teria sido desencadeado por uma divergência de valores. Relatos indicam que a mulher solicitou o pagamento de R$ 1 mil, valor contestado pelo parlamentar sob ofensas.
Testemunhas registraram momentos em que o deputado desqualificou a mulher com termos pejorativos, chamando-a de “baranga” e questionando o valor cobrado. Em resposta às ofensas, a mulher teria rebatido as críticas à aparência do deputado e alertado sobre qualquer tentativa de contato físico: “Se triscar em mim, o bagulho vai ficar louco”.
O caso tomou proporções mais graves com depoimentos que indicam violência física. De acordo com testemunhas no local.
O deputado teria desferido tapas contra a mulher durante o ápice da discussão.
Em um dos momentos gravados, Luciano Alves teria afirmado: “Eu não posso bater em mulher, mas é mulher com mulher aí”, em referência à sua assessora, Letícia Mezzomo.
A assessora também se envolveu diretamente, sendo acusada de arremessar um copo de cerveja contra a vítima e proferir insultos de baixo calão, utilizando termos como “mulambeira” e “puta”.
A PMDF foi acionada para conter o tumulto no restaurante. Após a mediação inicial, os envolvidos foram encaminhados à delegacia da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), onde o caso foi registrado.
A investigação deverá apurar se houve crime de lesão corporal, injúria ou outras infrações previstas no Código Penal. O mandato do parlamentar também pode vir a ser questionado no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, caso as agressões e a conduta incompatível com o decoro parlamentar sejam formalizadas.









