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Deputado Felipe Mota celebra reconciliação entre Ciro Gomes e Eunício Oliveira

O cenário político cearense foi sacudido nesta terça-feira (12) por uma análise contundente do deputado estadual Felipe Mota (PSDB). Durante o tradicional encontro “Café da Oposição”, o parlamentar comentou o recente gesto de reconciliação entre dois gigantes da política local e nacional: o deputado federal Eunício Oliveira (MDB) e o pré-candidato ao Governo do Estado, Ciro Gomes (PDT).
Para Mota, a decisão de ambos de retirarem processos judiciais e “esfriarem” os ânimos não é apenas um gesto de cortesia, mas uma medida de maturidade que beneficia o sistema judiciário e o debate público.

Felipe Mota destacou que o excesso de litígios entre homens públicos acaba por sobrecarregar a Justiça com questões que poderiam ser resolvidas no campo do diálogo.
“São processos que só fazem atrasar a justiça. Vamos deixar a justiça para algo que seja mais interessante. Esse fadigamento político de ‘vou entrar contra isso ou aquilo’ precisa parar”, pontuou o deputado.

O parlamentar ressaltou a trajetória de ambos para justificar o peso do gesto.

“Eunício Oliveira foi ex-presidente do Senado e ex-presidente da República em exercício, figura central do MDB. Ciro Gomes, ex-prefeito, ex-governador e ex-ministro, com vasta experiência em candidaturas majoritárias.

A reconciliação, contudo, não é vista apenas como um ato isolado. Mota alertou que qualquer construção política no Ceará, inclusive o papel da oposição está intrinsecamente ligada às peças que se movem no tabuleiro de Brasília.
O deputado reforçou que a viabilidade de alianças depende das diretrizes nacionais dos partidos, especialmente no caso do MDB. “Não somos só nós que decidimos. Precisamos ver o que o MDB nacional vai decidir: vai ter chapa própria? Vai apoiar qual candidato à presidência?”, questionou.

Um dos pontos mais sensíveis da fala de Felipe Mota foi a possibilidade de Eunício Oliveira integrar ou colaborar com o arco de alianças da oposição.

Mota não descartou a importância de Eunício, seja em uma construção coletiva ou em uma candidatura individual ao Senado.

“Eu vejo que tudo se constrói, tem espaço, a política é assim”, concluiu o tucano, sinalizando que a oposição está aberta a novas composições, desde que respeitados os posicionamentos de cada líder.

O gesto entre Ciro e Eunício limpa o terreno para negociações que, até poucos meses atrás, eram consideradas impossíveis. Com a redução das barreiras pessoais, o foco agora se volta para a montagem das chapas majoritárias e para a definição de quem ocupará as vagas de candidato a Governador e as duas cadeiras ao Senado em disputa este ano.

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