Eleições 2026

Elmano de Freitas escala Cid Gomes como “Pelé” da política cearense e deixa cargo de vice em aberto

Ao usar o termo "ouvir o craque", Elmano sinaliza que a prioridade é manter Cid no grupo, independentemente do cargo, reforçando a estratégia de "time vencedor não se mexe, apenas se reposiciona"

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), elevou o tom da deferência ao senador Cid Gomes (PSB) ao comentar as composições para as próximas disputas eleitorais no estado. Em uma analogia direta ao futebol, Elmano comparou o senador ao “Rei Pelé”, sinalizando que a definição sobre uma eventual candidatura de Cid ao cargo de vice-governador ou qualquer outro posto, cabe exclusivamente ao próprio senador.
A declaração surge como resposta à sugestão do deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa, Romeu Aldigueri, que ventilou publicamente a possibilidade de Cid Gomes ocupar a vaga de vice na chapa governista.

Para Elmano, a relação com seus principais aliados, incluindo o ministro Camilo Santana, é pautada pelo reconhecimento técnico e histórico.

Ao tratar Cid como um jogador versátil e indispensável, o governador transferiu o protagonismo da decisão para o aliado.

“Você quer o Pelé no meio de campo, no ataque, como volante? Pelé, em qual posição você quer jogar? É assim que eu tenho a minha relação com o senador Cid Gomes”, afirmou o governador.
Apesar de classificar Aldigueri como o “treinador” que lançou a proposta, Elmano reforçou que o governo terá “serenidade e tranquilidade” para aguardar a decisão dos “craques” do time. Confira os pontos principais da articulação. Cid Gomes terá carta branca para escolher onde melhor se encaixa no projeto político de 2026. A fala de Elmano busca selar a unidade entre PT e PSB, evitando desgastes prematuros sobre a montagem da chapa.
O governador justificou a postura baseando-se no que Cid e Camilo “já realizaram e realizam pelo Estado do Ceará”.
O movimento político de Elmano de Freitas demonstra uma tentativa de blindar a base governista contra divisões internas, ao mesmo tempo em que valoriza o capital político de Cid Gomes, cuja influência permanece central na sucessão estadual.

Ao usar o termo “ouvir o craque”, Elmano sinaliza que a prioridade é manter Cid no grupo, independentemente do cargo, reforçando a estratégia de “time vencedor não se mexe, apenas se reposiciona”.

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