Uma tarde que deveria ser marcada pela prática de esportes radicais na histórica “Ponte do Esqueleto”, entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, terminou em tragédia neste sábado (13/6). Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após cair de uma altura de aproximadamente 40 metros durante uma atividade de rope jump.
De acordo com relatos preliminares e vídeos que circulam nas redes sociais, o acidente ocorreu por uma falha gravíssima na execução da atividade. No momento do salto, a vítima não estava conectada ao sistema de cordas de segurança. Sem o suporte necessário para amortecer a queda, ela despencou diretamente em direção ao solo rochoso sob a estrutura ferroviária desativada.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e do Corpo de Bombeiros foram imediatamente acionadas, mas, ao chegarem ao local, apenas puderam constatar o óbito da jovem.
A Polícia Civil iniciou as investigações ainda no local. Seis pessoas que integravam a equipe responsável pela operação da atividade foram detidas e conduzidas à delegacia de Limeira para prestar esclarecimentos.
Após depoimentos, o delegado responsável pelo caso determinou a prisão em flagrante de três envolvidos pelo crime de homicídio com dolo eventual, caracterizado quando os responsáveis assumem o risco de causar a morte ao negligenciarem protocolos básicos de segurança. A polícia investiga agora a regularidade das empresas responsáveis pela organização do evento, identificadas preliminarmente por vestimentas e materiais encontrados no local.
A “Ponte do Esqueleto” é um viaduto ferroviário inacabado, erguido na década de 1920, que se tornou um ponto frequente para praticantes de esportes radicais. Entretanto, a estrutura é conhecida pelo alto risco. Este não é o primeiro acidente fatal no local: em abril de 2024, uma ciclista faleceu após cair da mesma estrutura, reaquecendo o debate sobre a necessidade de isolamento da área.
Em nota, a Prefeitura de Limeira lamentou o ocorrido e reforçou que a ponte é uma estrutura sob jurisdição federal. O Poder Executivo municipal reiterou que, historicamente, tem solicitado ao governo da União medidas eficazes para o fechamento e a interdição definitiva do acesso à ponte, visando evitar novas tragédias.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Limeira, que deve analisar os equipamentos apreendidos e colher novos depoimentos para determinar as responsabilidades de todos os envolvidos na organização e supervisão do salto.









