O Brasil se despede de um de seus maiores contadores de histórias. Morreu neste sábado (10), aos 92 anos, o autor e diretor Manoel Carlos, carinhosamente conhecido como Maneco. Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde tratava complicações decorrentes da Doença de Parkinson, que já vinha comprometendo seu desenvolvimento motor e cognitivo no último ano.
A confirmação foi feita pela família e pela produtora Boa Palavra. O velório será restrito a familiares e amigos íntimos, em cerimônia fechada no Rio de Janeiro.
Manoel Carlos transformou a televisão ao trazer o “naturalismo” para o horário nobre. Suas tramas não precisavam de grandes vilões caricatos ou reviravoltas mirabolantes; o drama estava no café da manhã, nas discussões de família e nos dilemas éticos de seus personagens. O bairro do Leblon, na Zona Sul carioca, não era apenas cenário, mas um personagem vivo em suas obras.
O Fenômeno das Helenas
Maneco imortalizou o nome Helena, dando-o a mulheres que, embora imperfeitas e sofridas, possuíam uma força inabalável.
Trajetória de Sucessos
Iniciando sua carreira na TV Tupi nos anos 50, Maneco passou por quase todas as grandes emissoras antes de se consolidar na TV Globo em 1972, onde chegou a dirigir o Fantástico. Entre suas obras-primas estão:
- Felicidade (1991): Marcou seu retorno às grandes produções.
- História de Amor (1995): Consolidou o estilo crônica urbana.
- Mulheres Apaixonadas (2003): Abordou temas sociais urgentes como alcoolismo e violência doméstica.
Manoel Carlos deixa a esposa, Elisabety, e duas filhas: a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina. Ele também enfrentou tragédias pessoais intensas em vida, tendo perdido três filhos (Ricardo, Manoel Carlos Júnior e Pedro).









