A morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada no pátio do condomínio onde morava com o namorado na Aldeota, em Fortaleza, completa neste sábado (20) uma semana ainda sem causa definida. O caso, que viralizou após um vídeo da mãe cobrando justiça, é investigado como morte a esclarecer pela 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital.
Quem era Isabelle
Natural de Fortaleza, Isabelle cursava o 2º semestre de Direito e era descrita pela família como intensa, romântica e muito ligada à mãe, a professora Isorlanda Caracristi. O sonho dela, segundo o irmão, era ser juíza criminal para atuar com crianças e mulheres.
Há cerca de dois meses, ela conseguiu um estágio em um escritório de advocacia da capital, onde ficou por aproximadamente 20 dias. Pediu desligamento em agosto por razões pessoais. O escritório pertencia ao namorado, advogado e bacharel em Direito, cerca de 10 anos mais velho. Segundo a família, o relacionamento começou poucos dias depois do início do estágio, em julho.
Cronologia do caso
No fim de semana dos dias 12 e 13 de setembro, Isabelle ficou com a mãe. Na tarde do domingo (13), saiu para ir a uma missa com o namorado e a sogra. Esse foi o último encontro presencial com a mãe.
Na noite do mesmo dia, enviou mensagens para Isorlanda perguntando sobre comida na airfryer. A última mensagem foi “Mãe, eu te amo”. Em seguida, parou de responder.
Ainda na noite de domingo, Isabelle foi encontrada morta no pátio do condomínio. A Polícia Militar e a Perícia Forense (Pefoce) foram acionadas e o corpo foi recolhido para o IML.
Na manhã de segunda-feira (14), a mãe estranhou o silêncio e foi até o prédio. No local, foi informada pela síndica de que a filha havia morrido na noite anterior.
O corpo foi velado e sepultado na terça-feira (15), no Cemitério Parque da Paz. Na sexta-feira (18), Isorlanda publicou um vídeo nas redes sociais cobrando explicações e o caso ganhou repercussão nacional.
O que diz a investigação
Até este sábado (20), segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), não há laudo da Perícia Forense apontando a causa da morte. A Pefoce informou à família que o prazo para conclusão do laudo cadavérico é de até 30 dias.
O condomínio informou que disponibilizou as imagens do circuito interno de segurança para colaborar com o inquérito. A Polícia Civil não divulgou oficialmente as circunstâncias em que o corpo foi encontrado nem se apura hipótese de queda de altura.
Relatos da família
Isabelle havia se mudado recentemente para o apartamento do namorado. Segundo Isorlanda, desde a morte o namorado e a sogra não retornaram ligações e teriam bloqueado a família nas redes sociais. Procurados pela TV Verdes Mares, eles não se manifestaram.
Nos últimos dias, surgiram novos relatos repassados por condôminos à família de que o casal estaria noivo e de que Isabelle possivelmente estaria grávida. A informação não foi confirmada pela polícia.
A mãe também relatou à imprensa que o namorado teria pedido o cartão de crédito de Isabelle emprestado para fazer uma cirurgia e proposto abrir uma empresa em seu nome. O irmão da estudante afirmou que não tinha conhecimento de qualquer transtorno psicológico e que ela estava contente com o estágio.
O inquérito segue em andamento na 2ª Delegacia, com análise das imagens de segurança e aguardo do laudo para definição da causa da morte.









