Eleições 2026

Primeira-dama da ALECE, Tainah Marinho e Aldigueri criticam chapa de oposição por não ter mulheres

A composição da chapa da oposição ao Governo do Ceará para as próximas eleições gerou forte reação de aliados do Palácio da Iracema. O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (ALECE), deputado Romeu Aldigueri (PSB), e a primeira-dama da Casa, Tainah Marinho (PSB), utilizaram suas redes sociais e pronunciamentos públicos para criticar o grupo liderado pelo ex-governador Ciro Gomes (PSDB) pela total ausência de mulheres entre os nomes titulares e suplentes anunciados.
Para Romeu Aldigueri, a configuração da chapa — que inclui vagas para governo, vice-governadoria e Senado — representa um retrocesso no debate sobre a inclusão feminina na política institucional.

“O grupo bolsonarista que vai disputar as eleições no Ceará é composto apenas por homens. Governador, vice, senadores e suplentes: nenhuma mulher. É muito fácil ser a favor da representação no discurso, mas na prática a história é outra. Esse é um retrocesso que não podemos aceitar”, escreveu o parlamentar.

Em tom semelhante, Tainah Marinho gravou um vídeo direcionado à população cearense para reforçar as críticas. Na gravação, a primeira-dama da ALECE contrastou o cenário da oposição com a chapa encabeçada pelo atual governador Elmano de Freitas, apontando a presença feminina nas vagas majoritárias da base governista.
“Olá, meu povo cearense. Acaba de ser lançada a chapa oposicionista. São oito homens e nenhuma mulher. Essa é a verdadeira essência do discurso bolsonarista, onde as mulheres só aparecem na teoria, mas, na prática, nós não temos a nossa voz ouvida”, declarou Tainah.
Na sequência, ela destacou os nomes femininos que integram o arco de alianças do governo estadual: “Então parabéns, governador Elmano, que das quatro vagas principais, colocou duas mulheres para nos representar: Gabriela Aguiar para vice-governadora e Luizianne Lins para senadora. Nós não vamos aceitar retrocesso. Estamos do lado certo da história”, concluiu.

A discussão sobre a paridade de gênero e a ocupação de espaços de poder tem ganhado tração no cenário político cearense. Enquanto a base governista busca capitalizar politicamente a inclusão de mulheres em postos de destaque nas chapas majoritárias, os partidos de oposição ainda não se pronunciaram oficialmente sobre as críticas levantadas pelos aliados do Executivo estadual.

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