A Prefeitura de Tauá anunciou oficialmente, na manhã desta segunda-feira (05), que o município não realizará festividades públicas de Carnaval em 2026. A decisão, que interrompe a sequência do “Tauá Folia” realizado nos últimos anos, foi baseada em critérios de responsabilidade fiscal e na necessidade de garantir investimentos em áreas estratégicas.
Conforme a nota divulgada pelo Executivo, a realização de um evento do porte do Carnaval demandaria recursos que, no momento, seriam incompatíveis com a meta de manter as contas públicas em dia.
A gestão municipal destacou que o foco do orçamento para o primeiro semestre será direcionado para:
- Saúde e Educação: Manutenção e ampliação da rede de atendimento e infraestrutura escolar.
- Serviços Essenciais: Garantia do funcionamento pleno da zeladoria urbana e assistência social.
- Equilíbrio Financeiro: Cumprimento de metas fiscais para assegurar a continuidade de obras já iniciadas no município.
“A decisão, tomada com responsabilidade, visa priorizar o que é mais essencial para o povo tauaense. Realizar um evento de grande porte neste momento não seria compatível com a nossa meta de manter as contas em dia”, diz trecho do comunicado oficial.
O cancelamento gera debates entre o setor comercial e os foliões da região. Nos últimos dois anos, o Carnaval de Tauá havia se consolidado como um dos maiores do Sertão dos Inhamuns, atraindo turistas e movimentando a economia local na Avenida Coronel Lourenço Feitosa.
Embora o evento público (com bandas e trios elétricos) não ocorra, a prefeitura ressaltou que segue trabalhando com transparência para assegurar a estabilidade financeira de Tauá ao longo de 2026, ano que também é marcado por expectativas políticas no estado.
Analistas apontam que o movimento da prefeita Patrícia Aguiar (PSD) reflete uma tendência de cautela adotada por diversas prefeituras cearenses neste início de ano, diante de incertezas nas previsões de receitas e repasses federais. A medida visa evitar o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e garantir o pagamento rigoroso do funcionalismo público.









