O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), subiu o tom das críticas contra o ex-governador Ciro Gomes (PDT) nesta sexta-feira. O petista questionou o que chamou de “silêncio seletivo” de Ciro diante das recentes suspeitas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o Banco Master. Para Elmano, há um contraste evidente entre a agressividade de Ciro ao apontar supostas irregularidades no governo estadual e sua omissão perante fatos que possuem evidências materiais.
“Tem gente muito valente para falar de falcatrua que não existe. Agora, de falcatrua que existe e tem áudio gravado, é caladinho feito piano”, disparou o governador.
Elmano buscou distanciar sua gestão do atual clima de pré-campanha, afirmando que a prioridade da população cearense é a economia doméstica e não as articulações partidárias. Segundo ele, o debate sobre as eleições de 2026 (ou municipais, dependendo do contexto imediato) está restrito à bolha política.
A fala de Elmano sinaliza que a estratégia de defesa do governo passará pela polarização direta com o grupo que se aproxima do bolsonarismo no estado. Ele antecipou que as alianças políticas serão tema central nos futuros debates.
“Nós vamos ver no debate que vai acontecer no estado do Ceará. Vamos demonstrar o que está sendo realizado, quais são as conquistas que temos e comparar com quem está com Flávio Bolsonaro e o envolvimento com falcatrua”, afirmou Elmano, reforçando que a cobrança por coerência será uma tônica nos próximos embates públicos.
As declarações ocorrem em um momento de fragmentação das forças políticas no Ceará, onde o racha entre PT e o grupo liderado por Ciro Gomes tem gerado trocas frequentes de acusações na imprensa e nas redes sociais.









