O cenário político na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) sofreu uma baixa estratégica nesta quarta-feira (8/7). O deputado estadual Agenor Neto (MDB) anunciou formalmente a renúncia ao cargo de vice-líder do Governo na Casa. A decisão, comunicada em plenário, foi motivada por um descontentamento explícito com parlamentares que compõem a base governista.
O cargo de vice-líder é peça-chave na engrenagem política estadual, servindo como uma das principais pontes de articulação entre o Poder Executivo e os deputados da base aliada. Ao renunciar, Agenor Neto não poupou críticas à postura de seus colegas de partido e de coalizão.
Em um discurso marcado por indignação, o parlamentar classificou o episódio como uma “traição”. Sem detalhar nominalmente os envolvidos, o deputado deixou claro que a ruptura foi causada por uma atitude de colegas que deveriam estar alinhados à sua liderança.
“Nem sei que palavras citar com relação ao que foi feito comigo aqui agora. Mas, com muita tranquilidade, estou aqui para dizer que não me cabe mais, de forma alguma, ocupar a função de vice-líder. Não ocuparei mais a função de vice-líder de governo porque, a partir do momento que pessoas que deveriam ser lideradas por mim tomam uma atitude, um comportamento destes, saio da vice-liderança com a cabeça erguida”, declarou.
A saída de Agenor Neto gera um vácuo na articulação do governo dentro do legislativo estadual. A função exige confiança e capacidade de diálogo constante com os demais membros da base, elementos que, segundo o próprio deputado, foram rompidos nesta quarta-feira.
Até o momento, a liderança do Governo na Assembleia e o Palácio da Abolição não emitiram nota oficial sobre a substituição ou sobre o impacto das declarações do deputado na unidade da base aliada. A expectativa é de que o tema domine os bastidores políticos da Alece nos próximos dias.









