O cenário político para as eleições de 2026 ganhou contornos definitivos nesta sexta-feira (6/2). Em reunião realizada na capital cearense, o senador Cid Gomes (PSB) e o deputado federal Júnior Mano (PSB) selaram o alinhamento de suas bases, reforçando a estratégia da sigla para a disputa das duas vagas ao Senado Federal que estarão em jogo em outubro.
O encontro ocorre em um momento de transição na política estadual. Com a decisão confirmada de que nem Cid Gomes, nem o senador Eduardo Girão (que deve focar na disputa pelo Governo do Estado ou outros projetos) buscarão a reeleição, o caminho abriu espaço para novas lideranças na chapa majoritária.
A “Vaga de Cid” tem dono
Cid Gomes tem sido enfático nos bastidores e em declarações públicas: sua sucessão dentro do PSB já tem nome. O senador vem afirmando que sua vaga na chapa está “garantida” para Júnior Mano, que aparece como um dos favoritos nas pesquisas de intenção de voto mais recentes, como os levantamentos do Instituto Opinião e Real Time Big Data divulgados esta semana.
“O alinhamento é total. Júnior Mano representa a continuidade de um trabalho técnico e de articulação que acreditamos ser essencial para o Ceará em Brasília”, pontuou uma fonte ligada ao gabinete do senador.
A montagem da chapa governista, no entanto, exige um equilíbrio delicado entre o PSB e o PT. Enquanto Cid indica Mano para uma das cadeiras, a segunda vaga deve ser ocupada por um nome de confiança do governador Elmano de Freitas (PT).
O próprio Elmano, que goza de alta aprovação em sua gestão (56% de acordo com dados recentes), já sinalizou que pretende conduzir pessoalmente a articulação da majoritária, tendo o deputado federal José Guimarães (PT) como um dos nomes mais fortes para fechar a “dobradinha” governista ao lado de Júnior Mano.
Pela primeira vez em anos, o Ceará terá uma renovação completa em suas cadeiras do Senado simultaneamente.
O PSB busca manter seu protagonismo no estado, utilizando o capital político de Cid para eleger seu sucessor direto.
Do outro lado, nomes como o de Capitão Wagner (União) e o próprio Eduardo Girão (agora no partido Novo) monitoram a movimentação para tentar quebrar a hegemonia governista.
Com o feriado de Carnaval se aproximando, a expectativa é que as negociações se intensifiquem, mas o recado dado nesta sexta-feira é claro: no PSB, a decisão está tomada.
O PSB hoje detém o maior número de prefeituras no Ceará (mais de 60) e precisa de um nome forte no Senado para manter essa influência.
Ao desistir da reeleição, Cid escolheu Mano como o “herdeiro” de seu capital político, apostando na capilaridade do deputado junto aos prefeitos do interior.










