O cenário político cearense ganhou contornos definitivos para a disputa pelo Palácio da Abolição. No ato que marcou o lançamento de sua pré-candidatura ao Governo do Ceará, no Conjunto Ceará, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) confirmou a estrutura principal de sua chapa majoritária. O ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, será o candidato a vice-governador, enquanto as duas vagas para o Senado Federal serão ocupadas por Capitão Wagner (União Brasil) e pelo deputado estadual Alcides Fernandes (PL).
A engenharia política, articulada sob a chancela do ex-senador Tasso Jereissati (PSDB), conseguiu o feito de unir, no mesmo palanque, correntes históricas da política local e nacional que antes ocupavam lados opostos.
A definição dos nomes equilibra diferentes forças regionais e garante palanque para os principais partidos de oposição:
• Cabeça de chapa: Ciro Gomes (PSDB), apostando no recall de sua gestão histórica no estado para polarizar diretamente com o PT.
• Vice: Roberto Cláudio, consolidando a força política urbana e a densidade eleitoral na capital.
• Senado (Vaga 1): Capitão Wagner (União Brasil), principal liderança de oposição nas últimas eleições, que traz para a chapa uma forte base voltada à segurança pública.
• Senado (Vaga 2): Alcides Fernandes (PL), deputado estadual e nome de forte ligação com a ala conservadora e o eleitorado bolsonarista, garantindo o apoio formal da legenda liberal.
A consolidação dessa frente ampla foi embalada por um discurso pragmático de superação de rusgas do passado em prol de um objetivo comum. O grupo foca na forte crítica à atual gestão de Elmano de Freitas (PT) e do ministro Camilo Santana, elegendo a segurança pública e os rumos econômicos do estado como as principais bandeiras de ataque.
Lideranças ligadas ao PL cearense reforçaram que o pragmatismo de “tirar o PT do poder” pesou mais do que as divergências ideológicas com o ex-ministro Ciro Gomes. Da mesma forma, Mauro Filho e outros parlamentares do União Brasil participaram ativamente do desenho, que isola o governismo e promete uma das disputas mais acirradas das últimas décadas no Ceará.









