A Procuradoria de Crimes contra a Administração Pública (Procap) conduz uma investigação rigorosa sobre supostas irregularidades ocorridas na gestão do ex-prefeito de Caucaia, Vitor Valim. O inquérito mira não apenas o ex-gestor, mas também 18 pessoas e duas empresas, apurando uma rede que envolve crimes de corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de capitais.
O processo investigativo teve início em maio de 2023, a partir de uma “notícia de fato” protocolada por Francisco Deuzinho de Oliveira Filho. Na época, Deuzinho era o vice-prefeito de Valim, mas o rompimento político entre ambos, eleitos na mesma chapa em 2020, levou ao distanciamento e à formalização das denúncias. Atualmente, Deuzinho ocupa o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico na gestão de Naumi Amorim (PSD).
A investigação se debruça sobre o cumprimento do Decreto-Lei nº 201/1967, que rege a responsabilidade de prefeitos e vereadores. No centro das apurações do Ministério Público está a possível prática de apropriação de bens públicos, uso indevido de patrimônio municipal, destinação de verbas públicas para fins alheios aos interesses da cidade e manobras financeiras para ocultar a origem ilícita de recursos.
O caso destaca a complexidade das relações políticas em Caucaia, onde antigos aliados se tornam peças-chave em processos de fiscalização. Se as denúncias forem comprovadas pela Procap, os envolvidos podem responder judicialmente com penas que incluem a perda de direitos políticos e o ressarcimento ao erário.
Até o momento, a defesa dos citados e as empresas envolvidas não emitiram notas oficiais detalhando suas posições, mantendo o processo sob acompanhamento das autoridades competentes.









