Conhecido nacionalmente nas redes sociais por sua forte presença digital e estilo direto, Joseneudo Maia — amplamente popularizado como “Pai do Gael” (ou Pai do Garel) — entrou oficialmente no tabuleiro político para as eleições de 2026. Filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), o empresário e influenciador colocou seu nome à disposição na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, em Brasília, tendo como eixo central de sua campanha a legalização e a regulamentação da maconha no Brasil.
Com uma base que ultrapassa a marca de um milhão de seguidores, a pré-candidatura de Joseneudo ganhou tração e holofotes no cenário político cearense após receber aceno e articulação de figuras de peso do estado, como o senador Cid Gomes.
A principal bandeira do candidato foca na criação de uma frente parlamentar exclusiva para debater e aprovar marcos regulatórios para a cannabis. Longe de defender a liberação irrestrita sem controle, Pai do Gael propõe um sistema similar ao modelo canadense: a comercialização legalizada sob rigorosa tributação estatal, nos moldes do que já ocorre com substâncias lícitas como o álcool e o tabaco.
A promessa central da arrecadação gerada pelos impostos da cadeia produtiva da maconha é direcionar verbas volumosas para quatro pilares fundamentais:
Segurança Pública direcionada ao combate ao tráfico de facções;
Educação em tempo integral, priorizando a base infantil;
Tratamento especializado para dependentes químicos.
“O dinheiro está em cima da mesa, filho. O imposto cobrado em cima da regulamentação da maconha. Não tem muito segredo, é só nós pegarmos um país que já deu certo. Nós temos aqui vizinhos, nós temos o Canadá que tem esse modelo já que está dando supercerto. E o Brasil, a gente ainda vive preso ao preconceito e o crime organizado tomando conta”, defendeu o influenciador em declaração recente.
Defensor de políticas de redução de danos, Joseneudo aponta hipocrisia no sistema jurídico e sanitário vigente. Segundo o candidato, o acesso ao uso medicinal da cannabis no país é elitizado — restrito a quem consegue pagar por consultas de alto padrão e trâmites caros de importação —, enquanto cidadãos de baixa renda sofrem criminalização ao tentar o cultivo doméstico para fins terapêuticos ou paliativos.
O próprio candidato assume abertamente fazer o uso pessoal da substância para auxiliar no controle dos sintomas do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), tratando o tema sob a ótica de direitos individuais e saúde integrativa.
Questionado por opositores e setores mais conservadores sobre os riscos sociais, o aumento da violência ou potenciais danos à saúde pública atrelados à flexibilização das leis de drogas, Pai do Gael rebate apontando o duplo padrão em relação a drogas lícitas já comercializadas sem restrições severas de consumo em massa.
“O que traz desagregação familiar e vende em toda esquina em quantidades ilimitadas é o álcool.”
Com a movimentação do PSB em atrair influenciadores e apostar em capilaridade digital, a campanha do Pai do Gael promete inflamar os debates morais e econômicos no Ceará ao longo da corrida eleitoral rumo ao Congresso Nacional.









